quarta-feira, 2 de novembro de 2016

#instrumental de qualidade

domingo, 29 de maio de 2016

O que é Midi? Como usar suas funções?



Quantas oportunidades os tecladistas têm de customizar seu instrumento e som para além dos presets, dos timbres-padrão dos arranjadores, dos caríssimos módulos ou dos complicadíssimos sintetizadores? Desde que os controladores vieram, junto com a interface “computador-teclado”, mediada pelos cabos Midi, apenas o céu tem sido o limite para os tecladistas e fãs do instrumento. Trata-se das funções Midi (Musical instruments digital interface – Interface digital para instrumentos musicais), que conectam o teclado ao computador pessoal oferecendo recursos que vão desde gravação de músicas, edição de partituras, até remodelação total dos Timbres!

Com o desenvolvimento da tecnologia dos anos 60 pra frente, os teclados conheceram sintetizadores, órgãos eletrônicos, sequenciadores e pianos digitais. Com o tempo, arranjadores, criadores de ritmos, placas de expansão e módulos apareceram. Mas o grande problema dos teclados é que, diferentemente dos outros instrumentos, eles sempre existiram de forma “terminada”, com poucas chances de serem customizados. Até os módulos, que eram concebidos como uma forma de customizar o instrumento, possuíam suas funções limitadas, sendo necessário grandes racks para comportar todos eles, sem falar no alto custo de aquisição dos mesmos.

Rack dos módulos Moog
Rack dos módulos Moog
Mas logo surgem os computadores pessoais e, para o mundo da música, a interface Midi, conectando o teclado ao computador e inovando as possibilidades musicais! Oferecendo recursos que vão desde gravação de músicas, edição de partituras, até remodelação total dos Timbres, um bom aproveitamento dos recursos Midi pode facilitar (e muito!) a vida do tecladista.

Mas afinal, o que é o Midi?


O Midi é, basicamente, uma informação. As saídas de áudio convencionais, por exemplo, enviam frequências do teclado aos receptores de som (mesas, caixas acústicas, pré amplificadores). Já o Midi, diferentemente das saídas de áudio, envia uma informação, ao invés de uma frequência. Essa informação pode ser manipulada e traduzida como o receptor dela bem entender – traduzida, inclusive, para frequências diferentes, timbres diferentes, ou sons completamente aleatórios!


O princípio para desvendar as possibilidades do Midi é a aquisição do cabo Midi/USB ou uma placa de som com entrada midi. A seguir, listamos as principais possibilidades para aproveitamento da tecnologia:
Um dos usos mais comuns na década de 80 (com vestígios nos dias de hoje) é os módulos.  Desenvolvidos pela Roland, Yamaha, Korg, Kurzweil (entre outros), foram os princípios da manipulação do teclado sem ter que trocar de instrumento. Ainda são usados nos dias de hoje, pelo seu estilo vintage e prático, porém são caros e, por isso, tendem ao desuso.

Outro aproveitamento está na possibilidade da conexão entre teclados. Se você quer abusar das funções do seu arranjador, nada mais prático do que você conectar um cabo Midi na saída de um controlador e na entrada do seu arranjador. Seu controlador enviará informações das teclas para o arranjador, e este as traduzirá em forma de sons, podendo trabalhar com timbres diferentes sob um mesmo teclado!
Uma forma que está ganhando espaço nessa segunda década do milênio é a manipulação de informação midi pelos iPads e iPhones. O teclado é conectado no iPad por uma interface, e este processa as informações, traduzindo-as em diferentes (e até infinitos) timbres. Essa interface permite, inclusive, gravação e sequenciamento de som (em nível semi-profissional).

Mas, de todas possíveis, a forma mais comum de utilizar a tecnologia Midi tem sido a gravação de som em home Studio, através de softwares multipista, que recebe a informação do teclado e a manipula na intenção da música. É possível gravar uma orquestra inteira com apenas um teclado e um bom programa. Os programas mais comuns são: Ableton Live, Sonar Producer, Cubase. Cada um com seus pontos fortes e particularidades, mas todos com um bom desempenho no resultado final!

Estas são as possibilidades. O bom músico sabe trabalhar com todas elas ao mesmo tempo, tornando qualquer controlador de 42 teclas um verdadeiro espetáculo! Conheça esse universo, adquira seu cabo midi e sua interface!

domingo, 24 de janeiro de 2016

Tudo que você sempre quis saber sobre Impedância!


Com a chegada do fim do ano, o número de festas, eventos e apresentações aumenta muito e isso, infelizmente, acaba aumentando também o número de equipamentos de áudio usados de forma inadequada que acabam sendo danificados. Por isso, resolvemos republicar essa matéria que trata de impedância e das conexões de caixas e afins.
Por mais que pareça um bicho de sete cabeças, essas conexões não são complicadas e seguem sempre um padrão lógico. Para explicarmos isso de forma clara, precisamos começar lá do começo: o casamento de impedância. Mas, afinal, o que é “casamento de impedância”? Se você pensou em alianças, padre, altar, glamour e coisas do gênero, você está no caminho certo… para queimar seu sistema de áudio! Sem o glamour de um casamento tradicional com véu e grinalda, o casamento de impedância é, de fato, uma união, mas de circuitos!
Impedância
Para entendermos o que é o casamento de impedância, precisamos primeiro entender o que é impedância. Tecnicamente, impedância é o resultado da reatância capacitiva e da reatância indutiva em um determinado circuito. De maneira simples, a impedância elétrica (ou simplesmente impedância) é a oposição (impedimento, resistência, força contrária) que um circuito (o “caminho” da energia elétrica entre os pólos positivo e negativo) faz à passagem de corrente elétrica.
Todo material apresenta impedância, em maior ou menor grau. Materias condutores apresentam baixa impedância, ou seja, são facilmente atravessados por corrente elétrica, enquanto materiais isolantes (não condutores) apresentam altas (ou altíssimas) impedâncias, não deixando que a corrente elétrica os atravesse ou apresentando muita resistência a essa corrente.
A impedância é medida em Ohms e seu símbolo é uma simpática ferradura (Ω), símbolo originário do alfabeto grego, indicativo da letra Ômega. O nome é uma homenagem ao físico alemão George Simon Ohm, quem primeiro descreveu estes fenômenos no início do século XIX. Materiais condutores apresentam poucos Ohms de resistência, enquanto materiais isolantes apresentam milhares (K Ohms, sendo K o indicativo de mil) ou milhões (M Ohms, sendo M o indicativo de milhão) de Ohms de impedância. A letra “Z” é indicada para representar a impedância elétrica. Em áudio, encontramos em Direct Boxes e em alguns cubos para instrumentos conexões chamadas de “High Z” e “Low Z”, indicando conexões para equipamentos de alta impedância e de baixa impedância.
Alto-falante e Caixas Acústicas
Um alto-falante possui uma parte condutora chamada bobina (um fio enrolado sobre si mesmo diversas vezes) e uma parte mecânica (cone, aranha, etc). A energia elétrica, ao passar pelo alto-falante, encontra uma resistência elétrica (o fio da bobina), uma resistência magnética (a interação entre o campo magnético da bobina e o imã fixo do alto-falante) e uma resistência mecânica (uma dificuldade causada pela inércia para movimentar os componentes mecânicos). A soma desses três fatores é que dará a “resistência”, ou impedância nominal, desse alto-falante. Essa “resistência” varia de acordo com a freqüência da corrente elétrica circulando e é justamente por isso que se chama impedância (e não simplesmente resistência). Também por esse motivo você nunca vai conseguir medir a impedância de um alto-falante apenas usando um multímetro.
Como a impedância varia de acordo com a frequência (um mesmo alto-falante pode apresentar uma impedância quando recebe 200Hz e outra quando recebe 2kHz), a impedância nominal é definida então como o menor valor da soma das resistências (elétrica + mecânica), encontrada em toda a resposta de frequência do falante. Em geral, alto-falantes são construídos em valores padronizados em todo o mundo, nos valores de 2, 4, 8, 16 e 32 Ohms. Os mais comum de encontrarmos são os falantes com uma impedância nominal de 4 Ohms (muito comum para sistemas automotivos) ou 8 Ohms (muito comum para sistemas de PA). Entretanto, apesar da padronização, nada impede que exista um falante com características específicas (feito para usos especiais).
Como vimos, podemos considerar a impedância nominal de um alto-falante para efeitos de cálculo e para realizarmos a associação de 2 ou mais alto-falantes. Ao montarmos uma caixa acústica com mais de um alto-falante, podemos realizar essa associação de diversas formas e cada uma dessas formas vai resultar em um valor diferente de impedância. Essa impedância, vai ser a impedância nominal da caixa; aquele número que aparece escrito em uma etiqueta junto ao conector de entrada da caixa.
Ligação dos Alto-Falantes
Existem, em suma, três formas de ligar alto-falantes em uma caixa acústica: série, paralelo e a junção das duas.
Considerando que o alto-falante é um resistor com valor nominal, podemos fazer essas ligações conforme mostram as figuras ao lado. Em uma associação em série de resistores, o resistor equivalente é igual à soma de todos os resistores que compõem a associação.
A imagem mostra que o caminho da energia elétrica (a letra “i”, em vermelho) entre os pólos positivo e negativo de uma fonte de tensão (uma bateria, uma pilha, a tomada de energia da casa, etc) é composto por uma série de resistores ligados um ao outro (daí o nome: associação em série). Na verdade, seria a mesma coisa que atravessar um único resistor cujo valor é equivalente à soma de todas as resistências dos diversos componentes ligados em série.
Para calcular o valor da resistência equivalente (Req) temos a fórmula: Req = R1 + R2 + R3 + R5 + … + Rn, sendo “n” o último dos resistores que compõem o caminho. É importante também citar que a resistência equivalente de uma associação em série sempre será maior que o resistor de maior valor da associação.
Uma outra forma de ligar os resistores é fazendo múltiplos caminhos para a energia, caminhos estes um ao lado do outro (ou seja, paralelos entre si), sendo que a energia elétrica será distribuíra por todos estes caminhos. Neste caso, a Req é calculada de outra forma: 1/Req = (1/R1) + (1/R2) + (1/R3) + (1/R4) + … + (1/Rn). Enquanto a outra fórmula era só somar, essa daqui exige alguns cálculos mais complicados. Entretanto, se os diversos resistores tiverem valores idênticos, podemos usar uma fórmula mais simples: Req = R/n. Onde R representa o valor da impedância dos resistores (o valor de um deles, lembrando que todos têm que ter o mesmo valor) e “n” é o número de resistores. É importante citar que a impedância total será sempre menor que o resistor de menor resistência da associação.
Amplificadores e Casamento de Impedância
Agora que você já sabe tudo sobre impedância, ligação de alto-falantes e caixas acústicas, deve estar se perguntando onde entra a história do casamento. O casamento de impedâncias nada mais é do que a conexão de circuitos diferentes (com impedâncias diferentes) de forma que o máximo em rendimento possa ser obtido. Colocando isso de forma simples e no contexto do áudio: é a melhor forma de conectar um amplificador em uma caixa acústica para que ambos rendam o máximo possível e para que não haja danos a nenhum dos dois.
Cinco fatores de igual importância devem ser considerados nessa conexão: a potência do amplificador, a potência suportada pela caixa, a impedância de saída do amplificador, a impedância de entrada da caixa e a qualidade do cabo utilizado para a conexão. Cada um desses fatores é determinante para o sucesso (ou fiasco) da operação.
Uma das leis da Física que regem o tema (Lei de Ohm), diz o seguinte: Potência = Voltagem² / Impedância.
Ou seja, a potência sempre é calculada em relação a uma voltagem e a uma determinada impedância de carga. Considerando que os amplificadores utilizados em áudio produzem uma determinada voltagem quando submetidos a uma impedância (uma caixa acústica ou um conjunto de caixas*), então a fórmula citada pode ser usada para aferir a potência desses aparelhos.
*os amplificadores não sabem se há uma única caixa acústica ou diversas caixas ligadas a ele. Só enxergam impedância, seja ela de uma só caixa ou a impedância equivalente de um conjunto de caixas.
Vamos dar uma olhada no que acontece com os amplificadores quando variamos a impedância do sistema de caixas acústicas/falantes. Por exemplo, vejamos um amplificador com saída em 80 Volts sobre uma impedância de 8 Ohms:
Potência = (80V) ² / 8  (Ohms)  = 6400 / 8 = 800 Watts
Mantendo a voltagem constante, só que agora com 4 Ohms:
Potência = (80V) ² / 4  (Ohms) = 6400 / 4 = 1.600 Watts
Agora com 2 Ohms:
Potência = (80V) ² / 2  (Ohms)  = 6400 / 2 = 3.200 Watts
Agora com 1 Ohm:
Potência = (80V) ² / 1  (Ohm)  = 6400 / 1 = 6400 Watts
Então, podemos concluir que quanto menor o valor da impedância encontrada no sistema de caixas acústicas,
maior será a potência obtida do amplificador.
Vamos aumentar a impedância do sistema de caixas para ver o que acontece. A mesma voltagem, só que agora com 16 Ohms:
Potência = (80V) ² / 16  (Ohms)  = 6400 / 16 = 400 Watts
Agora com 32 Ohms:
Potência = (80V) ² / 32  (Ohms)  = 6400 / 32 = 200 Watts
Agora com 64 Ohms:
Potência = (80V) ² / 64  (Ohms)  = 6400 / 64 = 100 Watts
Com 128 Ohms:
Potência = (80V) ² / 128  (Ohms)  = 6400 / 128 = 50 Watts
Disso podemos concluir que quanto maior o valor da impedância encontrada no sistema de caixas acústicas,
menor será a potência obtida do amplificador
.
Ou seja, Impedância e Potência são grandezas inversamente proporcionais. Quando uma aumenta, a outra diminui, e vice-versa. Se você está atento à explicação, concluiu facilmente que a melhor situação é utilizar a impedância sempre a mais baixa possível, através de associações em paralelo. Certo? Não é bem assim…

Parte traseira de um amplificador SWR Headlite. Repare na descrição da saída “4 Ohm Min – 400W”. Isso especifica impedância mínima de 4 Ohms e informa que o amplificador fornece 400W nessa impedância.
Amplificadores de áudio são projetados de forma a ter o máximo rendimento em uma determinada impedância mínima, em geral 8 Ohms, 4 Ohms ou 2 Ohms (alguns, inclusive, têm uma chave para mudar a impedância de saída). Se diminuirmos a impedância para valores abaixo desse mínimo (por exemplo, 2 Ohms em um amplificador projetado para 4 Ohms), o amplificador continuará realizando seu trabalho, mas agora fora das condições normais de uso, o que irá provocar danos ao equipamento. Essa é a situação mais comum onde caixas acústicas são danificadas e os alto-falantes acabam queimados. A corrente circulando pelo alto-falante é maior do que ele pode suportar e, em geral, a bobina se abre, inutilizando o alto-falante. Por outro lado, não há limites para o aumento da impedância, mas é importante salientar que a potência fornecida pelo amplificador será cada vez menor, muitas vezes inadequada para uma sonorização eficiente.
Lembre-se: a ligação ideal onde amplificador e caixa rendem o máximo possível é quando a impedância de saída do amplificador é igual à impedância da caixa, resultando num casamento perfeito, não só de impedância, mas de todo o sistema de áudio!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Como baixar samples e montar kit de bateria no kontakt

Drums kit's


Os samples estão divididos em três pastas: “Assorted Hits”,”Drum Kits” e “Rex Loops”. As primeiras duas contêm subpastas que especificam o tipo de componente da bateria e kit que foi utilizado (estão incluídas baterias acústicas e eletrônicas), já a terceira possui loops no formato padrão REX. Todas os componentes de bateria e kits encontram-se no formato WAV para que possas descarregar diretamente para o seu programa de produção/edição áudio ou sampler de preferência.

Para baixar clique nos link's abaixo: